A ESCOLHIDA DA FLORESTA - Um conto da Floresta do Devaneio.
Após ser abandonada em um cesto próximo a um rio, Linda foi jogada à própria sorte. O riacho, ao encher, levou o cesto até os seres da Floresta do Devaneio que a empurrou para parte densa do Vale.
Linda foi resgatada pelos seres mágicos da floresta e, desde de então, ela se dedica desde de pequena a ajudar povoados humanos e não humanos. Suas benfeitorias iam desde como conseguir de forma não agressivas o sustento da terra até a delicada arte de conviver em paz.
Aos 12 anos começou seu treinamento com uma dríade abençoada na Floresta do Devaneio. Aos 16 anos ela recebeu a tarefa de cuidar da grande região da floresta em nome de sua líder Arlinda Florisbela.
Arlinda era a líder do povo da floresta e pessoa que criou e garantiu a sobrevivência de Linda desde o dia em que fora abandonada.
O intrigante para sua jovem mente é que Linda nunca vira de fato o rosto de sua líder posto que ela era uma pessoa muito reclusa e quase nunca era vista em público. Arlinda era como o próprio ar: ela estava em todo lugar mas ninguém podia vê-la.
Apesar disso Linda sempre se encontrava com frequência com Leena Woodel, Uma elfa alquimica e um dos braços direitos de Arlinda. A jovem Linda sempre a respeitou e também aprendeu muito com ela. Não apenas Linda mas o dito "Quarteto das Sombras" - um grupo de quatro aprendizes de Arlinda Florisbela que teve a missão de carregar o legado da enigmatica líder do Devaneio.
Subjacente a isso, Linda buscou também realizar expedições e aventuras em busca de respostas para alguns de seus próprios problemas que também são de profundo interesse da Florisbela, que preza pela preservação de sua pequena comunidade e sua visão para o resto do universo.
Linda é uma representação do que possamos chamar de verão: doce e amigável. Gosta de resolver as coisas na calma. No entanto, quando ameaçada em seu território, assume sua forma selvagem para defender seu posto. Costuma fumar certas ervas em seu cachimbo e participar da "festa proibida da floresta". Tal festa era organizada e foi inaugurada por ela mesma. Nesse festejo reunem-se alguns amigos para celebrarem a natureza de forma livre. O início da festa começa quando o sol se põe para poderem aplaudir e termina pela madrugada quando uma pequena chuva costuma trazer o frio aos corpos quentes das pessoas presentes. Obviamente a festa trata bem a floresta e em um de seus momentos é dedicado um tempo para os convidados tomarem um chá revelador de algum momento de sua vida. Esta mistura é administrada pela babuína mais velha da floresta que aparece a qualquer momento da festa e despeja o chá na boca do escolhido.
Linda tem uma pequena birra com Arr, sua parceira no quarteto. Por vezes Arr costumava deixa alguns adubos em sua região e costumava também dizer a Linda que o trabalho dela era o de destinar as arvores certas, o que de fato é um grande desafio.
Por vezes ela errava as arvores, que costumam reclamar de sua refeição. Naquele dia, por isso, ela tem uma resistência a entender a enigmatica Arr.
Certa vez na floresta, Arr trouxera o corpo de um mago para o enterrar. Na descrição de sua carta dizia:
- EU NÃO SEI DECIFRAR O QUE ESTÁ ESCRITO AQUI!!! - reclamava Linda
- Você que é a druída fanfarrona da floresta e que entende enigmas!!! - lhe disse Arr
Após minutos tentando decifrar aquele pequeno enigma, Linda falou:
-Perto da mesa de calcário natural! É ISSO! A MESA!
Longos minutos se passaram após ela e Arr carregarem o corpo pesado do mago até próximo ao que Linda chamava de "mesa natural de calcário". Elas cavaram um cova e enterram o mago. Linda fez Arr fechar a cova enquanto ela cantava o ritiual de benção para a próxima dimensão. Dois dias após elas enterrarem o corpo do mago e o abençoarem, ela acordou em sua cabana com uma pequena rosa reclamando:
- PRÓXIMO ÀS AGUAS E UM CARVALHO! - falou a rosa.
Linda acordou assustada com a bela rosa vermelha que morava perto da mesa de calcário.
- O que? - Linda perguntou confusa.
- VOCÊ ERROU O LOCAL, AGORA ESTÃO NASCENDO PEQUENAS FLORES BRANCAS QUE TOMAM TODO O MEU SOL - A rosa vermelha reclamava indignada com o que aconteceu.
- Oh rosa, bela rosa! O sol ainda vai pra você, não dá pra dividir com as pequenas flores? - perguntou calmamente a pequena rosa indignada.
- NÃO. Quero aquele lugar apenas pra mim. Trate de resolver esse problema. A rosa retirou suas raízes da cabana da Linda.
- Tá vendo, Frango? Essa rosa sempre me arranjando novos problemas para resolver aqui na floresta. Linda se abaixava para fazer carinho em seu pequeno companheiro, uma águia que ela chamava carinhosamente de Frango.
Quando pressionada a resolver problemas rápidos, Linda tem a impulsividade de Arlinda. Sempre tenta resolver tudo de forma rápida e não necessariamente precisa. Isso costuma a colocar em perigo por vezes mesmo que ela demore a entender o que tá acontecendo por quase sempre estar "chapada" por conta de seu cachimbo. Além disso, carrega com ela um foco druídico que é uma espécie de chapeu de ossos feita de galhos secos e enfeitado por vezes com de algum vestígio de animais ou outras plantas que ela encontra pela floresta e que emana mana para suas magias.
Por Thereza Angélica






