Capítulo: Agora somos livres
Local: Parnamirim
Data: Julho de 2019
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| Gazord |
Elyon, Arlinda e Sandro invadem o Vale do Devaneio, que agora estava sitiado sob o domínio de Gazord, o terrível mago. Após desvendarem o segredo da floresta que dizia "apenas na completa escuridão os escolhidos podem passar", o grupo vê-se frente a frente com o mago Gazord, que havia colocado facas nos pescoços de Leena Woodel, a alquimista; e Sai, o clérigo anão. Não tendo opções senão lutar, Elyon, Arlinda e Sandro investem contra Gazord numa batalha mortal. No ápice da luta, os heróis descobrem que o corpo de Gazord era imortal e que estava sendo controlado por ele mesmo dentro dentro de seu esconderijo. Gazord, na verdade, era um mago que controlava suas ações através de um corpo mágico telepaticamente. Ao descobrirem a verdade e lutarem por suas vidas, Elyon vê-se frente a frente com o verdugo que implora por sua vida. Gazord usa de um artifício covarde e ameaça a vida de Tália, a dríade amiga de Sandro com uma lâmina em sua garganta. Quando o inimigo estava prestes a fugir, Arlinda usando sua invisibilidade, mata o mago pelas costas acabando com a contenda de uma vez por todas e salvando o Vale do Devaneio de seu destino cruel.
No fim da luta, a Vila do Devaneio agradece do fundo de seus corações aos bravos aventureiros que os livraram de um destino pior que a morte: uma vida de servitude ao dragão Volkmyr. Leena explica a Elyon que a Deusa possuia três artefatos que refletiam sua própria vontade: a cruz, a pirâmide e o círculo. Ela elucida a Elyon que o sacerdote Gawich Bolim foi o último a tentar descobrir esse mistério e que não havia outro destino para ele se não o continente de Dabady. Em sua despedida, Leena lhe ensina uma técnica de teleporte ensinada a ela por um velho amigo: Pess Mass, um aventureiro que lutou contra Dragul e hoje vive uma vida de druida nas profundezas da floresta de Dumebarian.
Elyon explica a seus amigos Sandro e Arlinda que esta é uma jornada que ele deveria fazer sozinho pois os caminhos da Deusa eram coisas que nem mesmo eles poderiam trilhar sob pena da loucura. Compreendendo a decisão do companheiro Elyon, Arlinda permanece um pouco mais no Vale do Devaneio e Sandro decide passar um pouco mais de tempo na companhia de sua querida amiga, a dríade Tália, que agora estava livre das garras do malvado Gazord.
Dessa forma, Elyon parte para Dabady em busca dos descendentes de Gawich Bolim, o sacerdote primordial da Deusa Bifuuz.
Em Jarla....
Gnoplex recebe uma carta de Arlinda dizendo que ela havia partido na companhia de Elyon para os cumes das montanhas de Rimvu em busca dos segredos da Deusa Bifuuz. Gnoplex recebe o recado mas decide que sua prioridade nesse momento era salvar seus amigos Apotankin, Uluia e Mandar, os gênios que haviam vindo de Greyhawk.
No caminho, Gnoplex e seu filho baleia encontram um grupo de contrabandistas vindos de Sacpo. Sem querer eles deixam cair um pacote considerável de uma droga que até então Gnoplex nunca havia visto na vida. Ao dar uma cheirada, Gnoplex confirmou suas suspeitas: era uma erva muito forte e enebriante. Continando sua jornada até
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| Sanven, o dinamite |
as profundezas da Floresta de Muyubu, Gnoplex acaba encontrando Killika, a sacerdotisa de Bolim, em péssimo estado e muito machucada. Killika explica que ela havia ajudado Arlinda e Elyon na travessia até Rimvu mas acabou não conseguindo efetuar a viagem, deixando a halfling e o meio elfo para trás. Gnoplex a ajuda com seus ferimentos e lhe dá sua carroça para que ela siga viagem segura até Awdarek, sede da igreja de Bifuuz e lar da família Bolim. Como pagamento pela ajuda, Killika dá a Gnoplex um pendante de Goraf, o líder bárbaro das tribos de Kemlu. Dessa forma, Gnoplex conseguiria livre passagem pelas paragens de Jarla e seus povoados subservientes a Goraf.
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| Killika |
Ao chegar nas fronteiras da Floresta de Muyubu, Gnoplex conhece uma pequena vila que serve de entreposto com os monstros de Jarla. O nome da vila era Gifu e seu líder chamava-se Au. Gnoplex deixa seu filho aos cuidados de Au e parte para as profundezas de Muyubu em busca de seus amigos gênios. A cabeça de Gnoplex se enchera de dúvidas desde que voltou da cidade livre de Greyhawk. Muitas coisas haviam mudado. Ele não sabia como seus amigos haviam parado num lugar tão d
istante e em que estados eles poderiam estar. No entanto, o coração de Gnoplex é avesso à sua peculiar aparência dracônica e ele parte sem medo para o lar do infame Monstro de Jarla. O monstro de Jarla é um ser mítico, envolto em mistério e ninguém jamais teve provas concretas de sua existência. Gnoplex, em seus sonhos, sabia que iria encontrar com um monstro em Muyubu, mas não fazia ideia que esse monstro era a temível e folclórica besta de Jarla.
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| Chefe Au, de Gifu |
Ao adentrar nos domínios da fera, Gnoplex observa o que seria uma pequena aldeia construída para um ser humano e guardada por homens-lagartos. Algo incomum em Dabady, de predominância humana. Ao investigar mais de perto a tal vila, Gnoplex vê que trata-se de uma mansão com várias prisioneiras humanas para o deleite de seu mestre. No entanto, quem seria o tal mestre? Não havia ninguém. Gnoplex vê também um demônio fêmea grávida, o que lhe causou espanto. Mesmo assim, apesar da aparência, a criatura ajudou o draconato a lutar contra os homens lagarto e a salvar as humanas que lá estavam. Quando tentava fugir com todas, Gnoplex é atacado por um homem que usava explosivos e pistolas como suas principais formas de ataque. Mesmo sob pressão, Gnoplex subjuga o homem que se apresenta como Sanven "o dinamite". Ele diz que é um contrabandista que traz espécimes raras para Zarraskozi, o monstro de Jarla, em troca de um "pequeno paraíso" dentro da floresta de Muyubu. As humanas que lá haviam eram para o deleite de Sanven. Segundo o aventureiro contrabandista, Zarraskozi o pagava com muitas pedras preciosas e com mulheres humanas de Dabady para que ele sempre trouxesse novas fêmeas "exóticas" para ele. Gnoplex o convence a lhe levar até Zarraskozi em troca de sua vida. Sanven, vendo que seria melhor ter o draconato como aliado do que como inimigo, aceita a proposta. Porém, uma dúvida permanecia: e quanto à demônia grávida? Se não era para o abuso de Sanven, então era de quem?
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| Zarraskozi, o monstro de Jarla |
Ao passarem por uma gruta secreta, Sanven e Gnoplex chegam à toca de Zarraskozi. A criatura era imensa e, ao seu redor, toda sorte de deformidades e subversão. Sim, seus amigos estavam realmente lá. Apotankin era uma de suas prisioneiras. Gnoplex, numa astuta manobra, acaba convencendo Zarraskozi a trocar Apotankin pela droga que possuia: a lótus negra. No entanto, o monstro de Jarla exigiu que Gnoplex e Sanven trouxessem mais da droga que ele tanto gostou. Ao sair da gruta, Sanven se impressiona como Gnoplex havia conseguido uma droga que apenas era vista em sua terra natal: Tenadis. Uma outra novidade havia surgido, a demônia que agora havia dito seu nome (Xaekag) havia dado à luz.
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| Xaekag, a demônia |
De volta à vila de Gifu do chefe Au, Gnoplex encontra Elyon que estava em sua busca. Ele explica a Gnoplex que possui pistas de onde encontrar mais respostas sobre Volkmyr e tudo que envolvia a Deusa. Elyon acreditava que suas respostas estariam em Awdarek, na cadetral de Bifuuz. Gnoplex entende a gravidade dos anseios de Elyon mas lhe explica que antes ele devia dar um destino decente àquelas mulheres que viveram tempo demais nas garras de Zarraskozi e do próprío Sanven. Ao passarem uma noite agradável em Gifu, Gnoplex descobre que Apotankin tornou-se humana e não mais um ser etéreo como um gênio. Apotankin havia ganhado "carne e osso".
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| Islyn, sobrinha de Monseh |
O chefe Au explica a Elyon e Gnoplex que a razão da vila de Gifu existir é por causa de escambo com Zarraskozi. Ele os deixava em paz conquanto fornecessem o que Zarraskozi precisasse. O líder tribal avisa que, pela manhã, irão comerciar com Awdarek e que, se quisessem, poderiam ir junto. Assim, pela manhã, o grande grupo que agora era composto por Elyon, Gnoplex, Baleia, Apotankin, Saven, o demônio, seu bebê e seis mulheres, embarcaram para o porto de Awdarek.
Ao chegarem em Awdarek, as mulheres tomam seu rumo e uma delas agradece especialmente a Gnoplex. O nome da moça era "Islyn". A garota fazia parte da família real e havia sido dada como desaparecida, algo que ninguém do grupo sabia exceto Sanven. Na praça principal de Awdarek, Elyon e Gnoplex acham o filho de Gawich Bolim celebrando uma missa juntamente com sua mão direita Killika. Ao final da celebração, Killika introduz Elyon e Gnoplex ao filho de Bolim, contanto toda a história dele até então.

Já na residência de Rujux Bolim, filho de Gawich, tudo é colocado à mesa. Rujux explica que seu pai morreu tentando fazer uso dos instrumentos da Deusa mas acabou morrendo no processo. Ele explica que ele preferiu se sacrificar para salvar todas as amazonas protetoras dos objetos da Deusa para que tivessem um descanço merecido. A rainha dessas amazonas tornou-se amaldiçoada por tentar fazer uso dos objetos da Deusa e foi Gawich Bolim que a livrou a maldição. Tudo isso só foi possível porque Bolim tinha "a marca da Deusa" em seu coração. Dessa forma, ninguém mais poderia fazê-lo. O próprio sacerdote acreditava que uma outra pessoa com as mesmas marcas divinas poderia terminar o que ele não conseguiu: usar os objetos para salvar o mundo de uma calamidade. Elyon acredita que sua própria existência está ligada a esses objetos e também crê que Volkmyr faz parte dessa dita calamidade. Rujux rejeita a tese e propõe que ele mesmo deveria se apossar dos objetos da Deusa, trazendo paz e prosperidade ao mundo. Killika adverte que o uso desses objetos pode deixar um ser humano louco. Isso aconteceu com Loclu, a rainha as amazonas. No entanto, Rujux acredita que ele não será amaldiçoado pois ele é o filho do sagrado Gawich Bolim. O tom de excentricidade do sacerdote Rujux preocupa Elyon que vê a situação se complicando diante de seus olhos.
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| Rujux Bolim |
Nesse instante, Elyon convence Rujux a mostrar a biblioteca de Bolim para ele na esperança de encontrar algo que ajude em sua jornada. Rujux mostra não apenas as notas pessoais de seu pai, mas também a segunda relíquia da Deusa: a cruz. Nesse momento, Rujux diz que está desesperadamente procurando os outros dois objetos e, quando achá-los, trará paz e prosperidade ao mundo. No entanto, Rujux não faz ideia que a relíquia da pirâmide está bem diante dele, escondida nos pertences de Elyon.
Gnoplex permanece com Killika, explicando a ele que a moça que ele Libertou era a sobrinha do Rei Monseh e que dez mil peças de ouro eram oferecidas por ela. No entanto, a moça foi embora sem Gnoplex saber dessa informação. Killika também explica de Tenadis, continente de Sanven. Gnoplex diz a Killika que a demônia Xaekag encontra-se numa estalagem e deve ser transferida para as montanhas de Waur, sua terra natal, o quanto antes. Killika diz que a presença de demônios em Dabady já é um sinal de perturbações da Deusa, o que não impressiona Gnoplex que só quer garantir a Xaekag e seu bebê uma vida tranquila depois dos abusos de Zarraskozi. Finalmente, Killika diz que Gnoplex deve achar Raixuj, um guia especializado em Waur na cidade Uzpo. Killika acredita que Raixuj terá condições plenas de levar Xaekag a salvo para seu lar.